quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Observações (com olhos de quem quer ver)


Me emocionou a paisagem a qual fui contemplada. Na imagem da criança brincando com a terra. A distração e as brincadeiras com as pedras. A distribuição dos sorrisos simples, mesmo envolvidos em casas de barro. As plantas regionais, as plantações, e todos os detalhes que faziam do local um lugar diferente de se estar. A Serra, que encheu meus olhos com sua imensidão e seu manto negro que fluía e dava razão ao nome, cobriu minha alma de leveza. As conversas e a simplicidade das pessoas estacionaram minhas energias. A beleza encontrada nas flores que foram apresentadas, o sabor da goiaba branca pegada do pé e saboreada com tanta curiosidade, os povoados, as casas juntas: um universo diferente, e tão próximo. O verde gritante. O nada - e o tudo, ao mesmo tempo. 
Por alguns minutos na viagem de trabalho me permiti adentrar naquele cenário exposto. Me permiti esquecer um pouco a correria e a cobrança diária. Me inseri num contexto sem tanta tecnologia, e com a existência do exercício da procura diária por novas descobertas de felicidade. Pelo pouco imaginado, e pelo tanto a ser feito diariamente.
Não percebi as curvas, nem os buracos contidos na estrada, nem tampouco o cedo que era para estar de pé já viajando. Difícil? Não. É encontrar beleza nos mínimos detalhes, e fazer deles grandes motivos para inebriar-se todos os dias de encantos.

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