domingo, 29 de abril de 2012

E quando a saudade doer?

E quando tudo que se quer é abraçar e ter novamente tudo aquilo que um dia se fez sentir?

domingo, 15 de abril de 2012

... aprendizados sutis.


"Porque a vida ensina o valor de cada coisa, e com o tempo a gente aprende… Aprende a sentir com suavidade e delicadeza o seu encanto; aprende a não desperdiçar nenhum instante de ternura e abraçar com coragem, tudo aquilo que ela derrama sobre a nossa existência, como um ato de amor e generosidade."


domingo, 8 de abril de 2012

Palavras soltas.

Fala-se muito no aprendizado que o tempo e que as tantas experiências de vida acrescentam à nossa jornada neste mundo. Mas o que de fato tenho comprovado ser de extrema verdade é que com ele (o tempo) as coisas se tornam mais palpáveis. Por hora, nostálgica e avaliando as tantas intervenções e momentos já vividos. 
Tenho analisado o que de verdadeiro fica nas nossas lembranças. O que se torna dispensável recordar, e o que queremos indispensavelmente não esquecer.
Permito-me viajar nas lembranças e me encontro cada vez mais com a menina que fui em tantas opções e falas fartas de razão. Permito-me crescer e me encontrar com o sonho imposto, com o quisto, com o solto, com o indispensável. Criticando nossa frequente justificativa de falta de tempo que nos absorve e nos abstém de momentos preciosos. Sabe aqueles trechos de filme em câmera lenta que nos permite uma breve visualização de recordações? Se fazem cada vez mais presentes. 
Hoje sei do que é composto a saudade. Do quanto de sentimentos bons o momento de reencontro tem. E do quanto o coração dói quando não podemos dar um último adeus à alguém que amamos. 
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A tristeza de um luto não consentido vem se fazendo presente. E quando se perde alguém que fez parte dos seus melhores momentos enquanto criança e adolescência e unido ao luto carrega-se a culpa de não ter dado o último abraço a tristeza parece que judia. Com sua ida se foi a referência de pai, as lembranças das travessuras infantis e dos melhores anos da minha vida. Gostaria de olhar nos seus olhos novamente e pedir-lhe desculpas pelas vezes que com tanta urgência da vida não tive paciência para seus conselhos ou necessidades. Gostaria de ter me despedido. De olhar nos seus olhos pela última vez e dizer-lhe o quanto o amava e o quanto era grata pela sua interferência na minha vida. 
Com um luto só meu e que ainda não cicatrizou. Que dói, sufoca, aperta. 
Vô: de onde quer que o senhor esteja, perdoe-me pela distância que me colocou longe nos seus últimos meses de vida e pela correria que nos afastou mesmo quando eu estava perto.
Senti muito sua partida e estou sentindo sua falta.