quarta-feira, 4 de julho de 2012

...


Tempo de casa cheia e coração habitado; tempo de sentimentos dançando do lado de dentro. Tempo que renova os nossos desejos e clareia a nossa intenção com relação a tudo aquilo que existe em nós. O tempo! Único capaz de se sobrepor aos fatos e ganhar o exaustivo embate entre razão e sensibilidade.
[Érica Gaião]
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E isso não é lindo de ser dito?

Querendo...

...Mais música, mais dança, mais arte. 
Querendo mais presença, mais palavras, mais abraços. 
Querendo mais.
Dizem que quando se quer muito a vida acaba se encarregando de nos retribuir com pouco, mas não acredito. Quando se quer muito tudo que nos faz bem e nos dá sorrisos, não há como ter retribuição de menor felicidade se for para o bem de todos. Se for para o melhor do coração de todos. Se for para nossa contribuição de bem estar pessoal que é intransferível, única e todinha nossa (sendo bem redundante).
Quero mais sentimentos recheados de desejos. Quero transparência, conversas sem uniforme, quero mais leveza. Quero que no dia a dia o caminhar seja mais ameno, que os pés atrás deem passos a frente, que os olhares sejam sinceros.
Não quero muito.
Quero o meu suficiente pra ser feliz, e isso, não canso de querer.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Útil.


Frio.

Daqueles bons de sentir. 
Um friozinho no pé da barriga daqueles que só sentimos quando algo de bom está para acontecer em curto espaço de tempo, para tão logo nos fazer feliz.
Daquele tipo de frio que nos dá vontade de chegar cada vez mais junto, para se aquecer mais rápido, com vontade imediata de se fazer presente.
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Um frio... que quero que permaneça tempo suficiente para retirar bons sorrisos do rosto, beijos amontoados e abraços demorados.
Como vai ser bom tê-lo novamente perto.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ao meu lado.


Sim. Estamos juntos. 
Era difícil imaginar manter a chama acesa com a distância. Era difícil crer que o sentimento podia durar com tantos quilômetros bem ali, no meio, fazendo-se mais presentes que o abraço quente do pessoalmente e com tanto desejo de quero mais nos lábios. 
Ele foi meu aconchego mais certo. Meu colo mais amigo. Minha reinvenção mais adorável. Foi minha melhor descoberta dos últimos tempos e eu estava ali... prestes a dizer um adeus doloroso e seguir outros caminhos.
Carreguei de volta toda a vontade de dar certo. Carreguei também todas as incertezas possíveis e um  desejo enorme de reencontro. Fomos alimentados diariamente por doses de companheirismo, preocupação, sincronização, divisão de momentos e continuidade de afeto que por si só, falaram mais alto - e ainda gritam. 
As saudades doem, sim. A vontade do abraço apertado e da pele colada à dele, cresce todas as vezes que nos falamos, que contamos um do outro, que nos aproximamos mais da realidade de ambos e desejamos fervorosamente o toque, o beijo, reviver todos os bons momentos vividos.
Hoje, carrego as incertezas normais que a vida nos faz sentir, mas carrego também o tão mais intenso desejo de tê-lo novamente próximo, fazendo de mim melhor por estar ao seu lado, e de desfrutarmos incansavelmente todos os mais belos presentes diários da convivência.
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Feliz pela surpresa. Pela reafirmação da presença. Pelo carinho.
Um anjo - que chegou na hora certa.

Reflexiva...

... e praticando a arte da introspecção. 
Hoje analisando as voltas - diversas voltas - que o mundo nos faz dar e o quanto a viagem longa nos faz parar diversas vezes em lugares diversos, adquirindo mais pessoas, mais momentos, mais imagens guardadas, mais sentimentos. 
Pensando na quantidade de caminhos que temos. No que nos faz fazer escolhas cotidianamente, no que nos faz feliz e distribuir sorrisos, abraços... Paz.
Refletindo sobre o que nos faz permanecer em missões, no que nos incentiva a continuar persistindo, nos motivos que carregamos para trilhar o melhor caminho e nas ações que nos faz ter encontros com nós mesmos sempre. 
Esses dias também me perguntei se por acaso me arrependera de algo em situações diversas (que surgem como retrospectiva rápida e intensa na memória sem pedir permissão)... Acabei concluindo...
Que já me arrependi de não dizer "eu te amo" por medo de não receber um "eu também";
De não dar um abraço forte em alguém que amava muito com receio de parecer frágil;
De ter sido dura, por vezes ácida, por não compreender em altura que cada pessoa tem seu limite próprio e intransferível de evolução;
Já me arrependi de não estar mais presente em tardes coloridas com a família por ter outras prioridades;
De muitos "me perdoe" não dados; de palavras jogadas sem pensamento prévio; de reflexões não feitas. 
...
Mas também descobri que ao mesmo tempo que me veio o sentimento de arrependimento desses e de tantos outros momentos, que também chegaram aprendizados mais sólidos. Posições mais leves. Posturas mais flexíveis e olhares mais amenos para as várias paradas que a vida nos faz dar.
Hoje, sem precisar dar mais explicações, valorizo com maior intensidade abraços - encontros - sorrisos - peito aberto - simplicidade - conversas sem uniforme - gargalhadas sem (pré) conceitos e pés no chão bem mais que antes.
Hoje permito me despir de energias não quistas, de pessoas non gratas, de situações que não me libertem. 
Hoje, grito possibilidades.
A esse processo, dou o nome de aprendizagem.

domingo, 27 de maio de 2012

Nota.

É... Eu não estou bem. Não me sinto. Não me toco. Não me vejo. Não me escuto.
[confusão]
Naqueles dias em que o que mais se quer é sentir-se compreendida sem falar nada, sem pedir nada... 
Sem dar explicações.
Naqueles dias em que um cafuné sem pressa, a presença da intimidade legítima, a delicadeza do improviso e o olhar com amor faz falta. 
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Sem mais pra hoje.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Palavras perfeitas, para quem transborda amor.


Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto. Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.

Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.

Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.

Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos, nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.

Desejo que encontre maneiras para ser feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.

Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.

(Ana Jácomo)

Ausência.

Minha ausência por aqui se fez sentir (em mim).  
Tenho lido palavras com essência, texto que edificam e tenho excedido minha cota de sentimento, mas a interiorização está se fazendo presente cotidianamente. 
Em transição e com vontades transbordando. Com confusões e com amontoados de desejos íntimos, só meus. Crescendo, brigando, errando e sendo humana na maior parte das vezes (por que a outra parte não me identifico). Sofrendo e cantando em dias como hoje. Em conflito e querendo gastar toda a energia acumulada guardada comigo. Expectativas crescendo, ansiedade se intensificando - e eu, querendo (querendo, querendo...). Ainda aprendo a domar essa intensidade toda que excede em mim.

Deixo para leitura o poema abaixo, que instantaneamente se faz um dos mais lindos que já li sobre a natureza da saudade, retirada do blog da Ana Jácomo. 

"Estava na casa do irmão, quando a sobrinha, criança na época, demonstrou tristeza no momento em que a tia comentou que havia chegado a hora de ir embora.

- Você vai me deixar sozinha? 
- Não, querida, você não vai ficar sozinha, vai ficar com a sua mãe e com o seu pai...

A menina, numa dessas sábias tiradas amorosas que criança diz sem cerimônia, e adulto, por mais que sinta tão sinceramente, tantas vezes fica encabulado pra dizer, mandou esta:

- Eu sei, mas eu vou ficar sozinha de você!"
(...)
Perfeito, não?